Aqui vai uma rápida postagem com um vídeo muito interessante, que fala exatamente da Biologia atual, como ela é tratada, como ela é apresentada aos alunos e o que está por vir dessa área... vale muito a pena assisti-lo, pois está mostrando exatamente essa inter-relação entre diversas áreas e o quanto uma é importante para dar continuidade a outra, além de algumas curiosidades.
ACESSEM!!
http://www.overstream.net/view.php?oid=upmfubafidu7
Blog destinado a discussões e novos conhecimentos sobre diversos assuntos que envolvam a ciência voltada ao estudo da vida e seus muitos aspectos, que é a de Ciências Biológicas.
Sejam bem-vindos
;)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
“A sobrevivência da humanidade dependerá de nossa , da nossa capacidade para entender os princípios da ecologia?
“Todos os seres vivos são membros de
comunidades ecológicas ligadas umas
às outras numa rede de
interdependência.”(Capra)
comunidades ecológicas ligadas umas
às outras numa rede de
interdependência.”(Capra)
Em "A Teia da Vida" Capra apresenta uma síntese de descobertas científicas recentes trazendo uma nova abordagem para compreensão da vida através da teoria da complexidade, estruturas dissipativas, dinâmica das redes, dinâmica não-linear, autopoiese, auto-organização, atratores caóticos, fractais entre outros conceitos.
Capra define uma entidade viva através de três critérios fundamentais que precisam estar presentes para configurar a existência da vida.
São estes; um padrão de organização caracterizada pela autopoiese ou autocriação, uma estrutura denominada pelo físico e químico russo Illya Prigorine como estrutura dissipativa e finalmente fechando os três critérios um processo vital desempenhado pela cognição.
O que Capra passa por meio desse livro é uma visão de mundo holística – um mundo como um
todo integrado, também podendo ser entendida como uma visão ecológica. A
percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos
os fenômenos: ela vê o universo não como uma coleção de objetos isolados, mas como
uma rede de fenômenos que estão fundamentalmente interconectados e são
interdependentes. A ecologia profunda reconhece o valor intrínseco de todos os seres vivos e concebe os seres humanos apenas como um fio particular da teia da
vida.
todo integrado, também podendo ser entendida como uma visão ecológica. A
percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos
os fenômenos: ela vê o universo não como uma coleção de objetos isolados, mas como
uma rede de fenômenos que estão fundamentalmente interconectados e são
interdependentes. A ecologia profunda reconhece o valor intrínseco de todos os seres vivos e concebe os seres humanos apenas como um fio particular da teia da
vida.
“Reconectar-se com a teia da vida significa construir, nutrir e educar
comunidades sustentáveis, nas quais podemos satisfazer nossas aspirações
e nossas necessidades sem diminuir as chances das gerações futuras. Para
realizar esta tarefa precisamos compreender estudos de ecossistemas,
compreender os princípios básicos da ecologia, ser ecologicamente
alfabetizado ou “eco-alfabetizado”( Orr apud Capra, 1999).
comunidades sustentáveis, nas quais podemos satisfazer nossas aspirações
e nossas necessidades sem diminuir as chances das gerações futuras. Para
realizar esta tarefa precisamos compreender estudos de ecossistemas,
compreender os princípios básicos da ecologia, ser ecologicamente
alfabetizado ou “eco-alfabetizado”( Orr apud Capra, 1999).
Aprender com os ecossistemas significa aprender como viver de maneira
sustentável: durante mais de três bilhões de anos de evolução, os ecossistemas do
planeta têm se organizado de maneiras sutis e complexas, a fim de maximizar a
sustentabilidade, essa sabedoria da natureza é a essência da eco-alfabetização.
sustentável: durante mais de três bilhões de anos de evolução, os ecossistemas do
planeta têm se organizado de maneiras sutis e complexas, a fim de maximizar a
sustentabilidade, essa sabedoria da natureza é a essência da eco-alfabetização.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Kurt Gödel
Kurt Gödel (Brünn, Áustria-Hungria, 28 de Abril de 1906 — Princeton, Estados Unidos, 14 de Janeiro de 1978) foi um matemático austríaco, naturalizado americano.
O trabalho mais famoso de Gödel é seu teorema da incompletude, no qual afirma que qualquer sistema axiomático suficiente para incluir a aritmética dos números inteiros não pode ser simultaneamente completo e consistente. Isto significa que se o sistema é auto-consistente, então existirão proposições que não poderão ser nem comprovadas nem negadas por este sistema axiomático. E se o sistema for completo, então ele não poderá validar a si mesmo — seria inconsistente.
Kurt Gödel nasceu no dia 28 de abril de 1906, em Brünn, província austro-húngara da Morávia (hoje Brno, na República Tcheca), filho de um gerente de fábrica têxtil. Kurt era conhecido na família como Der Herr Warum (Sr. Por quê?), por conta do grande número de perguntas que fazia.
Segundo o seu irmão, Kurt teve uma infância feliz, mesmo sendo tímido e se aborrecendo facilmente. Foi batizado duas semanas após seu nascimento como protestante luterano, segundo a religião da mãe, tendo Friedrich Redlich como padrinho e inspiração para seu segundo nomeEmbora inicialmente pretendesse estudar Física Teórica, aos 18 anos, ele freqüentou cursos de Matemática e Filosofia, conseguindo logo o mestrado em Matemática. Nessa época ele adotou as idéias do realismo matemático. Leu a 'Metaphysische Anfangsgrunde Der Naturwissenschaft', de Kant e participou do Círculo de Viena juntamente com Moritz Schlick, Hans Hahn, e Rudolf Carnap.
Abaixo, um vídeo falando um pouco mais sobre a vida deste Matemático e suas descobertas. Ele é mais um dos que passaram por outras disciplinas, como a filosofia, para chegar na Matemática.
domingo, 22 de maio de 2011
Francis Pisani entrevista o físico Fritjo Capra, engajado na educação ecológica
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| Francis Pisani, blogueiro e colunista |
Francis Pisani, Ph.D., é blogueiro e colunista que cobre TICs na área da baía de São Francisco para diferentes mídias da Europa e da América Latina. Lecionou em várias universidades, incluindo Berkeley e Stanford. Pisani realizou uma entrevista com Capra, o físico teórico e escritor que desenvolve atualmente um trabalho na promoção da educação ecológica, já citado neste blog. Nesta conversa, Fritjof Capra, permanecendo totalmente coerente com os estudos científicos em que baseia seus trabalhos, transmite muito dos elementos centrais do seu pensamento sobre redes em termos que o público leigo possa facilmente entender.
As entrevistas foram conduzidas e gravadas na casa de Pisani. Aqui vai alguns trechos da entrevista.
As entrevistas foram conduzidas e gravadas na casa de Pisani. Aqui vai alguns trechos da entrevista.
O metabolismo
FP - Vamos voltar para as ciências da vida. A primeira questão no seu primeiro parágrafo é "Quais são as características dos sistemas vivos?" Qual é a resposta mais curta para isso?
FC - Bem, em uma palavra a resposta é metabolismo. Deixe-me guiá-lo através de um pequeno exercício. Se você andar pelos departamentos de ciências da vida e perguntar: "Qual é a característica essencial da vida?", a maioria das pessoas vai indicar que as coisas que estão vivas são feitas de células, e no interior das células encontramos macromoléculas, longas cadeias de átomos - as proteínas, enzimas, lipídios, o DNA e assim por diante. Para tornar ainda mais simples, você pode concentrar-se no DNA e dizer, "Tudo que você tem a fazer é procurar pelo DNA. Se houver DNA é vivo, se não houver DNA não é vivo." O problema com esta definição de vida é que, quando um organismo morre o DNA não desaparece. O DNA é uma molécula, que não é viva em si mesma. Então, nesta cadeira de madeira, por exemplo, a maior parte do DNA da madeira ainda está aí. O meu exemplo favorito é o da equipe de cientistas alemães que estudou o DNA de um crânio de Neanderthal. Estes ossos estavam mortos há uns cem mil anos ou mais e, no entanto, os cientistas foram capazes de mapear a seqüência de genes em seu DNA. Portanto, o DNA não é a resposta. No mínimo, você teria que dizer que precisamos de algo que contém DNA e que não está morto. Mas isso, obviamente é uma tautologia, definir um organismo vivo como algo que não está morto.
Então, a resposta não reside na estrutura da célula, a resposta está no que os filósofos e poetas sempre chamaram de o fôlego da vida. Quando alguma coisa tem o fôlego da vida, ela está viva. Em termos científicos, isso é o que chamamos de metabolismo.
FC - Bem, em uma palavra a resposta é metabolismo. Deixe-me guiá-lo através de um pequeno exercício. Se você andar pelos departamentos de ciências da vida e perguntar: "Qual é a característica essencial da vida?", a maioria das pessoas vai indicar que as coisas que estão vivas são feitas de células, e no interior das células encontramos macromoléculas, longas cadeias de átomos - as proteínas, enzimas, lipídios, o DNA e assim por diante. Para tornar ainda mais simples, você pode concentrar-se no DNA e dizer, "Tudo que você tem a fazer é procurar pelo DNA. Se houver DNA é vivo, se não houver DNA não é vivo." O problema com esta definição de vida é que, quando um organismo morre o DNA não desaparece. O DNA é uma molécula, que não é viva em si mesma. Então, nesta cadeira de madeira, por exemplo, a maior parte do DNA da madeira ainda está aí. O meu exemplo favorito é o da equipe de cientistas alemães que estudou o DNA de um crânio de Neanderthal. Estes ossos estavam mortos há uns cem mil anos ou mais e, no entanto, os cientistas foram capazes de mapear a seqüência de genes em seu DNA. Portanto, o DNA não é a resposta. No mínimo, você teria que dizer que precisamos de algo que contém DNA e que não está morto. Mas isso, obviamente é uma tautologia, definir um organismo vivo como algo que não está morto.
Então, a resposta não reside na estrutura da célula, a resposta está no que os filósofos e poetas sempre chamaram de o fôlego da vida. Quando alguma coisa tem o fôlego da vida, ela está viva. Em termos científicos, isso é o que chamamos de metabolismo.
As ciências ambientais e sociais
FP - Citando seu livro: "Os princípios de concepção de nossas futuras instituições sociais devem ser coerentes com os princípios de organização que a Natureza tem desenvolvido /evoluído para sustentar a teia da vida”. .Por que deve ser assim?
FC - Penso que o que é novo na nossa era, no século 21, é que, em tudo o que fazemos, temos de ter em conta o ambiente natural: nós dependemos dele e temos uma influência e um impacto muito forte sobre ele. Isso não foi tão importante nos séculos anteriores, em que a população mundial era pequena e os recursos naturais eram abundantes. Apesar de não ser ‘moralmente defensável’, as pessoas podiam destruir o ambiente de um lugar e mudar-e para um outro lugar, para encontrar um ambiente prístino novamente: ar puro, água limpa e novos recursos naturais. Com a população mundial de hoje, isso já não é mais possível. Tudo agora é interligado, tanto social como ecologicamente.
Portanto temos sempre que levar em conta o ambiente natural, e este é um dos grandes problemas das Ciências Sociais. Elas estão, tradicionalmente, interessadas apenas em fenômenos sociais. Elas tendem a tratar esses fenômenos como se eles acontecessem em um vácuo, e não vêem como é que os mesmos estão ‘embutidos’ nos ecossistemas. Eu sinto, a partir de minha experiência em ciências naturais, que os princípios da ecologia devem ser visto como ‘leis de sustentabilidade’, que são tão rigorosas como quaisquer outras leis naturais. Se continuarmos a utilizar combustíveis fósseis, isso se dará em nosso detrimento, e eventual desaparecimento da Terra. [...]
FP - Citando seu livro: "Os princípios de concepção de nossas futuras instituições sociais devem ser coerentes com os princípios de organização que a Natureza tem desenvolvido /evoluído para sustentar a teia da vida”. .Por que deve ser assim?
FC - Penso que o que é novo na nossa era, no século 21, é que, em tudo o que fazemos, temos de ter em conta o ambiente natural: nós dependemos dele e temos uma influência e um impacto muito forte sobre ele. Isso não foi tão importante nos séculos anteriores, em que a população mundial era pequena e os recursos naturais eram abundantes. Apesar de não ser ‘moralmente defensável’, as pessoas podiam destruir o ambiente de um lugar e mudar-e para um outro lugar, para encontrar um ambiente prístino novamente: ar puro, água limpa e novos recursos naturais. Com a população mundial de hoje, isso já não é mais possível. Tudo agora é interligado, tanto social como ecologicamente.
Portanto temos sempre que levar em conta o ambiente natural, e este é um dos grandes problemas das Ciências Sociais. Elas estão, tradicionalmente, interessadas apenas em fenômenos sociais. Elas tendem a tratar esses fenômenos como se eles acontecessem em um vácuo, e não vêem como é que os mesmos estão ‘embutidos’ nos ecossistemas. Eu sinto, a partir de minha experiência em ciências naturais, que os princípios da ecologia devem ser visto como ‘leis de sustentabilidade’, que são tão rigorosas como quaisquer outras leis naturais. Se continuarmos a utilizar combustíveis fósseis, isso se dará em nosso detrimento, e eventual desaparecimento da Terra. [...]
Abordagem de rede e abordagem de sistemas
FP - Qual é a diferença entre uma abordagem de ‘rede’ e uma abordagem de ‘sistemas’? Você usa os dois termos. Um pode ser mais antigo do que o outro...
FC – A abordagem de sistemas, a mais antiga, se foca nas ‘relações’, em vez de em objetos distintos; e em ‘processos’, ao invés de ‘estruturas’. A abordagem de rede surgiu daí, quando as pessoas se focaram especificamente no padrão de redes.
Mas, de fato, não é inteiramente certo que a abordagem de rede veio depois. Os ecologistas introduziram o conceito de ‘ecossistema’, que foi um grande avanço no sentido de tornar aceitável e divulgar a terminologia de sistemas. Como também introduziram a abordagem de cadeia alimentar e da rede. Da Ecologia, os conceitos ‘modelagem de redes’ e ‘pensamento em rede’ migraram para a Biologia e para diversos outros campos. Isto aconteceu nas décadas de 1920 e 30. Então, poderíamos dizer que a teoria de sistemas e o pensamento em redes realmente surgiram juntos.
Nas décadas de 30 e 40, surgiu a escola de Ludwig von Bertalanffy, chamada de teoria geral de sistemas. Ele foi um biólogo e trabalhou em biologia teórica, com foco em sistemas abertos. Ele foi um antecessor de Prigogine, mas não dominava as ferramentas matemáticas para descrever sistemas não-lineares. Os ciberneticistas não se focaram nos processos fisioquímicos, mas nos padrões, e eles lidaram um bocado com redes.
FP - Qual é a diferença entre uma abordagem de ‘rede’ e uma abordagem de ‘sistemas’? Você usa os dois termos. Um pode ser mais antigo do que o outro...
FC – A abordagem de sistemas, a mais antiga, se foca nas ‘relações’, em vez de em objetos distintos; e em ‘processos’, ao invés de ‘estruturas’. A abordagem de rede surgiu daí, quando as pessoas se focaram especificamente no padrão de redes.
Mas, de fato, não é inteiramente certo que a abordagem de rede veio depois. Os ecologistas introduziram o conceito de ‘ecossistema’, que foi um grande avanço no sentido de tornar aceitável e divulgar a terminologia de sistemas. Como também introduziram a abordagem de cadeia alimentar e da rede. Da Ecologia, os conceitos ‘modelagem de redes’ e ‘pensamento em rede’ migraram para a Biologia e para diversos outros campos. Isto aconteceu nas décadas de 1920 e 30. Então, poderíamos dizer que a teoria de sistemas e o pensamento em redes realmente surgiram juntos.
Nas décadas de 30 e 40, surgiu a escola de Ludwig von Bertalanffy, chamada de teoria geral de sistemas. Ele foi um biólogo e trabalhou em biologia teórica, com foco em sistemas abertos. Ele foi um antecessor de Prigogine, mas não dominava as ferramentas matemáticas para descrever sistemas não-lineares. Os ciberneticistas não se focaram nos processos fisioquímicos, mas nos padrões, e eles lidaram um bocado com redes.
Para quem se interessou pela entrevista e quer ler mais um pouquinho, aí vai o link:
http://escoladeredes.ning.com/profiles/blogs/entrevista-traduzida
O Ponto de Mutação – Fritjo Capra livro e filme
"O Ponto de Mutação" é um livro do físico austríaco Fritjof Capra , para se ter uma idéia do tamanho de problemas que cercam o mundo: fome, miséria, pobreza, crise energética, falta de água, epidemias, violência, poluição, perda da biodiversidade etc, etc e etc. São tantos que chegamos, diz Capra, à ponta do cume: é preciso a imediata e irreversível mudança de pensamentos e atitudes para que tais realidades sejam revertidas. Para ele, vale o que diz o I Ching, "ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação.
Mostrando a conseqüência da evolução historia e científica. Trata da destruição do meio ambiente. Fala da perseguição e torturas na idade média, da caça as bruxas.
A obra trata de uma grande sistese atual do conhecimento humano em diversos ramos do conhedimento. Nos dando uma perpectiva privilegiada da historia, em sua maioria é baseada em fatos nem sempre verdadeiros, mas sim impostos por uma determinada classe dominante.
FRANÇA, INÍCIO DA DÉCADA DE 1990:
Sonia Hoffmann (Liv Ullmann) é uma física desiludida com os rumos tomados pela ciência. Após descobrir que suas pesquisas com microlasers estavam sendo utilizadas no projeto americano Guerra nas Estrelas, ela decidiu isolar-se em um vilarejo francês para repensar a vida.
No mesmo país, na capital, vive o poeta Thomas Harrimann (John Heard). Ele abandonou a cidade de Nova York por não suportar um modo de vida mercantilizado e refugiou-se no velho mundo para recuperar-se da decepção profissional e de um casamento fracassado, e para tentar superar, com tranqüilidade, a crise de meia idade que o acomete. Na América no Norte, seu amigo Jack Edwards (Sam Waterston) é um político bem sucedido. Porém, após perder as eleições para presidente dos Estados Unidos da América, sente-se esgotado, confuso em relação aos rumos de sua carreira e solicita socorro. Edwards recebe um convite de Thomas para passar uma temporada na França e o encontro dos dois com Sonia Hoffmann marca o início do conflito proposto em Ponto de Mutação.
O cenário onde a trama tem sua evolução é um castelo no litoral noroeste, no alto do Mont Saint Michel. O local é propício para a discussão que toma toda a estória, por conter objetos que remontam à história da sociedade moderna e evocam as linhas de pensamento inerentes a ela.
Baseado no livro de mesmo nome de Fritjof
Capra foi feito um filme que trata de uma analise sobre a história humana e uma síntese que essa analise causa no mundo atual.
Mostrando a conseqüência da evolução historia e científica. Trata da destruição do meio ambiente. Fala da perseguição e torturas na idade média, da caça as bruxas.
A obra trata de uma grande sistese atual do conhecimento humano em diversos ramos do conhedimento. Nos dando uma perpectiva privilegiada da historia, em sua maioria é baseada em fatos nem sempre verdadeiros, mas sim impostos por uma determinada classe dominante.
sábado, 14 de maio de 2011
ESTUDAR A PARTE OU O TODO?
Um exemplo do pensamento de que se adquire conhecimento com a integração de várias areas,ou seja,não existe um estudo que terá como ferramenta apenas uma area específica (parte) e sim a junção de várias para que se conheça "o todo".
Fritjof Capra (Viena, Áustria, 1 de fevereiro de 1939) é um físico teórico e escritor que desenvolve atualmente um trabalho na promoção da educação ecológica.
Em um de seus livros: O Tao da física, traduzido para vários idiomas. Ele, integra conhecimentos entre a física moderna e as filosofias e pensamentos orientais tradicionais, como o taoísta de Lao Tsé, o Budismo e o Hinduismo. Nos anos 70, O Tao da física buscava os pontos comuns entre as abordagens oriental e ocidental da realidade. Existiram enormes críticas pelo campo ortodoxo tanto da religião, quanto das ditas ciências atuais, as quais não concordavam com as prospostas de Capra em seu livro.
Outro livro seu tornou-se muito importante para o pensamento sistêmico: O Ponto de Mutação, cujo nome foi extraído de um hexagrama do I Ching. Nele Capra compara o pensamento cartesiano, reducionista, modelo para o método científico desenvolvido nos últimos séculos, e o paradigma emergente do século XX, holista ou sistêmico (que vê o todo como indissociável, de modo que o estudo das partes não permite conhecer o funcionamento do organismo), em vários campos da cultura ocidental atual, como a medicina, a biologia, a psicologia e a economia.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Francis Bacon, o fundador da ciência moderna
Francis Bacon nasceu no dia 22 de janeiro de 1561 na York House, Londres. Como filósofo, destacou-se com uma obra onde a ciência era exaltada como benéfica para o homem. Em suas investigações, ocupou-se especialmente da metodologia científica e do empirismo, sendo muitas vezes chamado de "fundador da ciência moderna". Sua principal obra filosófica é o Novum Organum.
O pensamento filosófico de Bacon representa a tentativa de realizar aquilo que ele mesmo chamou de Instauratio magna (Grande restauração). A realização desse plano compreendia uma série de tratados que, partindo do estado em que se encontrava a ciência da época, acabaria por apresentar um novo método que deveria superar e substituir o de Aristóteles. Esses tratados deveriam apresentar um modo específico de investigação dos fatos, passando, a seguir, para a investigação das leis e retornavam para o mundo dos fatos para nele promover as ações que se revelassem possíveis.
A reforma do conhecimento é justificada em uma crítica à filosofia anterior (especialmente a Escolástica), considerada estéril por não apresentar nenhum resultado prático para a vida do homem. O conhecimento científico, para Bacon, tem por finalidade servir o homem e dar-lhe poder sobre a natureza. O objetivo do método baconiano é constituir uma nova maneira de estudar os fenômenos naturais. Para Bacon, a descoberta de fatos verdadeiros não depende do raciocínio silogístico aristotélico, mas sim da observação e da experimentação regulada pelo raciocínio indutivo. O conhecimento verdadeiro é resultado da concordância e da variação dos fenômenos que, se devidamente observados, apresentam a causa real dos fenômenos.
Para isso, no entanto, deve-se descrever de modo pormenorizado os fatos observados para, em seguida, confrontá-los com três tábuas que disciplinarão o método indutivo: a tábua da presença (responsável pelo registro de presenças das formas que se investigam), a tábua de ausência (responsável pelo controle de situações nas quais as formas pesquisadas se revelam ausentes) e a tábua da comparação (responsável pelo registro das variações que as referidas formas manifestam). Com isso, seria possível eliminar causas que não se relacionam com o efeito ou com o fenômeno analisado e, pelo registro da presença e variações seria possível chegar à verdadeira causa de um fenômeno.
O método, no entanto, possui pelo menos duas falhas importantes. Em primeiro lugar, Bacon não dá muito valor à hipótese. De acordo com seu método, a simples disposição ordenada dos dados nas três tábuas acabaria por levar à hipótese correta. Em segundo lugar, Bacon não imaginou a importância da dedução matemática para o avanço das ciências. A origem para isso, talvez, foi o fato de ter estudado em Cambridge, reduto platônico que costumava ligar a matemática ao uso que dela fizera Platão.
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